Bruno de Carvalho

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Ainda que apoiado pelo “institucional” jornal Expresso (a razão pela qual o jornal preferido da “classe média” Bloco Central político-económico apoia este homem é algo difícil de entender, se não se tiver uma interpretação economicista) Bruno de Carvalho acaba de ser definitivamente expulso do meu clube, na Assembleia-Geral do Sporting hoje decorrida. No último ano houve momentos em que o julguei personagem dramática. Mas afinal nem isso, tamanha a rábula que vem interpretando. Ainda assim esta perversa personagem – que a quase todos nós sportinguistas seduziu e exaltou -. ainda consegue, após todos estes desmandos e desvarios, receber apoio militante, e mesmo exasperado, de 30% dos associados.

É uma legião, sem calções, de gente disponível para quem a saiba arrebanhar. Esperem pouco, que alguém aparecerá. E não terá que ser do mundo da “bola”. Nem sobre coisas da “bola”.

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A taça é nossa

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É só futebol mas vivo-o (it’s only rock ‘n’ roll, but I like it). Até demais … E é, como disse, clarividente, o Francisco José Viegas, um antídoto contra a solidão.

Ontem, aqui na tasca vizinha, tamanha me foi a comoção final que a pressenti, à ceifeira, seu hálito e até seu afago: mais uma destas e ainda me dá o treco! E depois?, qual seria o problema? Que interessam os desconseguimentos, as interrupções, o desfeito e o infeito? Que mais será de pedir nisto do que o enfeite do final feliz?

Para o ano é que é!

Alvalade

[Postal para o És a Nossa Fé]

(Contrariamente ao que sempre aqui fiz – pois penso que o clubismo deve estar apartado da vida político-partidária – este postal explicita algumas posições políticas. Permito-me a isso dado que se trata de uma despedida. E como é despedida é um texto longo.)

Após o acidente de viação acontecido com o antigo presidente do clube Santana Lopes deixei aqui um breve postal desejando-lhe rápida e total recuperação. De imediato surgiram os comentários no tom que aqui se tornou comum há já um ano, desde a crise presidencial no clube: “Só um blog como este é que enaltece Santana Lopes e critica BDC e Carlos Vieira“, diz um anónimo, tratando-me sarcasticamente por “Sr. Jpt“, e (ele ou outro anónimo) completa considerando-me entre uns “groupies” do Santana“, enquanto [(ele ou outro(s) anónimo(s)] aproveitam o acidente para lançar(em) críticas ao actual presidente Varandas. Isto para além de críticas à competência política de Santana Lopes e dichotes sobre o acidente que o deixou hospitalizado. Note-se que este tom é radicalmente diverso do surgido noutros locais de discussão político-partidária, nos quais a oposição ao indivíduo não se expressa com tamanho acinte. E é um tom típico dos comentários aqui no blog, seja lá qual for o tema do postal comentado, bem como do que se vem passando em inúmeros locais de debate sportinguista.

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Pedro Santana Lopes

PSL

(Postal para o És a Nossa Fé)

Como é sabido, o antigo presidente Pedro Santana Lopes – retratado entre Ouattara e Assis, então recém-contratados – sofreu ontem um grave acidente rodoviário, no qual sofreu ferimentos. Aqui lhe deixo as saudações leoninas e votos de rápida convalescença e total recuperação.

Um ano depois

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(Postal para o És a Nossa Fé)

Um ano depois do desvairado atentado de Alcochete surge-me a questão: quem diria, no final desse infausto e incrível 15 de Maio de 2018, e nas semanas imediatamente subsequentes, que passado apenas um ano o clube estaria repousado, vivendo em normalidade, é certo que enfrentando as conhecidas dificuldades económico-financeiras mas fazendo-o com esperança, sem alaridos? Continuando numa senda de sucessos desportivos, com um alargadíssimo leque de actividades e vasto universo de atletas profissionais e amadores, e nisso arrecadando títulos nacionais e europeus. E tendo o futebol sénior, a força motriz do clube, a culminar um ano de total normalidade, concordante com o perfil de resultados dos últimos anos, apesar da hecatombe no plantel pretérito e das dificuldades de estruturação da época que agora vai terminar. Quem diria que a recuperação, organizativa e, acima de tudo, moral, seria conseguida de forma tão célere?

Estão de parabéns vários dos candidatos eleitorais, que se ofereceram ao clube em tão delicado momento. E que tudo têm feito, antes e depois, para a acalmia e recuperação do SCP, leais a um espírito de congregação. Está de parabéns Frederico Varandas e a sua direcção – e exemplifico-a com Miguel Albuquerque, quadro ímpar do clube. Estão de parabéns os funcionários do clube, que tantas agruras terão sofrido e que, talvez mais do que todos, mantiveram o barco no rumo. E estão de parabéns os sportinguistas: a gente gosta mesmo do clube, fê-lo sobreviver à demência de Nero e à invasão dos bárbaros.

O futuro é agora. E é radioso.

Onde está o Benfica? (2)

claque

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(Postal para o És a Nossa Fé)

Mais uma vez a turba benfiquista surge a provocar – agora vandalizando os veículos que transportaram os adeptos do Sporting para um jogo de andebol. Nessa provocação glorificando o assassínio: o de um adepto sportinguista, perpetrado num estádio de futebol, acontecido há já 23 anos; e outro, mais recente, de um adepto sportinguista, atropelado intencionalmente nas imediações do estádio da Luz. Como há já algum tempo aqui referi (e não vou agora repetir argumentos …) esta já tradição benfiquista, um verdadeiro culto da morte, não provoca nenhum repúdio da direcção daquele clube. E convém lembrar que o presidente do Benfica, no momento mais baixo dos seus quinze anos de presidência, chegou ao cúmulo de comentar, aquando do mais recente assassinato (cujo autor está em liberdade, ao que julgo saber), sobre a pertinência do assassinado estar nas redondezas do estádio benfiquista.

Há silêncios que são tonitruantes. E há silêncios que são abjectos. Este silêncio da direcção benfiquista é tonitruante e desprezível, denotando explicitamente de que matéria (i)moral é feita a gente que a integra. O silêncio do Estado diante disto é também inaceitável. E denota a incompetência ensonada dos seus governantes.

Foder os lampiões?

Filme aqui

(Postal para o És a Nossa Fé)

A rivalidade é estruturante dos clubes desportivos. Talvez não tanto dos clubes formativos, como o Ginásio Clube Português ou o Algés e Dafundo, ou dos antigos clubes-empresa, como os saudosos Riopele ou CUF (onde brilhou o nosso grande Manel Fernandes). Mas nos outros clubes as formas de congregação e mobilização são sempre fruto da mescla entre as capacidades de exercício demonstradas (as “vitórias”) e as de afirmação face a “outros”, tornados adversários preferenciais. Uns “outros” escolhidos por critérios geográficos – a aldeia ao lado, o vizinho (Varzim-Rio Ave), a recusa dos centralistas (Vizela vs Guimarães), o histórico oponente (Braga-Guimarães, o arcebispado vs o berço da nação), o lado de lá do rio (S.L. Olivais vs Alcochetense), bairros urbanos contíguos (Atlético-Oriental, mas aqui forço um pouco pois a rivalidade não era tão marcante) os pólos dominantes (Porto vs Lisboa), etc. – ou histórico-sociais (Benfica popular vs Sporting burguês ou Belenenses “classe média” e o Atlético operário, mesmo que essas fossem construções algo míticas mas que tinham o efeito de nelas se acreditar). Num país homogéneo como Portugal não surgem clubes “nacionais”, representando “comunidades político-culturais”, “étnico-religiosas” (como a ex-Liga Muçulmana de Moçambique, as origens do Tottenham ou o actual Barcelona).

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Onde está o Benfica?

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(Postal para o És a Nossa Fé)

Há 23 anos uma família perdeu, de modo absurdamente trágico, um dos seus mais queridos. Era adepto do Sporting, num campo de futebol, e morreu devido a um acto bárbaro mas também estúpido de adeptos do Benfica. Ao longo dos anos – e mesmo neste último Sporting-Benfica – o acto, o disparo da munição assassina, é constantemente glosado pelas claques benfiquistas. Com toda a certeza fazendo avivar a dor da família. Um festejar da morte que também passa por estas regulares pinturas, como agora, mais uma vez aconteceu em Sintra, como o demonstra esta foto, que mostra as instalações vandalizadas por uma pichagem invocando o assassino “very light 96”.

Isto não é o Benfica, não representa a massa enorme de sócios e adeptos, ou as pequenas franjas dos seus dirigentes. Mas é um sentir de parcelas dos seus adeptos, das suas claques. Gente cruel, de modo hediondo recusando dar paz a uma família, recusando-lhe o término do seu luto. 23 anos depois.

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Com o novo mundo mesmo ali ao lado

(Postal para o És a Nossa Fé)

“Com o novo mundo mesmo ali ao lado”, cantavam os xutos quando ainda o eram … basta cruzar a Segunda Circular, digo agora eu, pois é mesmo “ali ao lado” …. Sim, sei que é um postal nada popular para um ambiente sportinguista. Quando no ano passado, ou coisa assim, um qualquer certame árabe premiou a formação futebolística benfiquista logo se elevou um coro indignado a protestar, que seria coisa da influência da Cofina ou isso … Está à vista que os árabes não estavam tão enganados assim, ou ao serviço dos pelos vistos abundantes petrodólares da tal Cofina.

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Revanche

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(Postal para o És a Nossa Fé)

Historicamente as purgas dão mau resultado. Às vezes vira-se o feitiço contra o feiticeiro (veja-se o linear exemplo do que acontece hoje ao associado Bruno de Carvalho). E mesmo que isso não aconteça provocam sempre um enquistamento, coisa que por vezes segue para benigno mas outras, infelizmente, degenera em malignidades.

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