Patetices

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(Varandas a caminho da Holanda, em busca de um treinador)

(Postal para o És a Nossa Fé)

Nunca tive nem tenho grandes esperanças em Varandas. Sem rodeios, dele tenho a ideia de que é um pateta emproado. Será um excelente médico, não ponho sequer em dúvida, mas para tocar rabecão não lhe detecto talento. As suas repetidas e estuporadas declarações sob retórica militarista – conhecidos bloguistas aventaram-me que isso lhe fora proposto pela empresa de publicidade (a qual ficou agora a fazer o jornal do clube, qu’isto uma mão lava a outra, e as duas lavam as partes pudendas) que lhe enquadrou a candidatura – arrepiaram-me, pelo vácuo intelectual que anunciavam (e escrevi-o aqui). A esperança que tenho é que este meu cenho franzido se venha a provar descabido, e que o homem e a sua equipa venham a ter algum sucesso.

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Pós-Peseiro

(Postal para o És a Nossa Fé)

Cada um terá os seus nomes: uns alvitrarão nomes surpreendentes, palpites sobre “the next big thing”; outros quererão blindar-se com a pertinência, no recurso a nomes algo seguros; alguns clamarão pelo regresso de Jesus, esquecendo que, por muito que seja credor do nosso respeito pelo trabalho feito e devido aos tratos de polé que sportinguistas lhe dedicaram, o seu projecto estava esgotadíssimo e era prejudicial ao clube; e haverá utópicos, almejando gente de remunerações bojudas, sob contrato, ou sem vontade ou necessidade de se meter na “boca do leão”. Ora o grande problema não é o treinador, é mesmo esta “boca do leão”, o ronco dissonante, o bafo pestilento, esfaimada a besta, cada vez mais trôpega.

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Das gravatas

Nos últimos 2 dias tenho lido muitos blasés lisboetas gozarem/insurgirem-se com os idiotas (eu um deles) que se preocupam com as gravatas alheias, em particular as de António Costa. Um deles, num mural que sigo com atenção, comentava citando o grande O’Neill gozando com o “engravatado” do “nosso país”. É doloroso ver esta gente, que leu e agita o Lacan, o Foucault, o Deleuze a mais o Guattari, depois o Hall e o Said, e andam no Zizek ou até mais (e se tiverem tido a sorte de serem embaixadores na Índia até conhecem aquilo dos “subaltern studies”), que continua a restringir as coisas ao “nosso país” quando se trata de analisar os actos de relação com Angola, uma óbvia mesmo que inconsciente refracção do estafado “Angola é nossa”. Ou seja, por mais Zizeks que abanem nos rodapés não saem daquilo do lusófono “podes tirar o pateta do Império, mas não tiras o Império do pateta”.
Este blaseísmo lisboeta nota-se também na propalada aversão à gravata, ao “engravatar”, ao cuidado no significante dos trajes. Sim, a gravata é um adorno, e é significante, normalmente de uma situação e de uma condição profissional. Mas adornos significantes também são anéis, brincos, as hastes dos óculos escolhidas consoante “ficam bem …” (aliás, “estão na moda”), como o são as formas de roupa, que há gente que a usa com dizeres estampados e, pior, símbolos de marca (para além da ralé que introduz metais no corpo e/ou se tatua). Todos estes blasés lisboetas, jornalistas, sub-intelectuais e até alguns intelectuais, se cuidam no vestir, se arranjam ou desarranjam consoante o local para onde vão, o encontro profissional ou pessoal a que se dirigem. E classificam (de modo muito blasé, reitero) as vestes e adornos alheios – imaginem este jpt a aparecer-lhes calçado de sandálias e peúgas turcas e o que não diriam. Ou de peúgas brancas. Mas depois gozam as gravatas.
Esta relação com as gravatas é típica de gente sem educação, não passa disso. Eu aprendi muito miúdo, antes de 1975, o que é e como se usa uma gravata. Sei-o porque foi nesse ano que, infelizmente, Vítor Damas partiu para o Racing de Santander. E porque foi com ele, meu ídolo de sempre, que o aprendi. A gravata deve acompanhar uma camisa algo larga, a regra é a de que deve caber um dedo (não mais do que um dedo) entre colarinho e gasganete. E consoante a situação, mais ou menos formal, o seu nó pode estar junto ao primeiro botão ou, desabotoado este, ligeiramente descaído. Sendo que para esta última situação se presume algum carisma ou posicionamento ideológico do seu portador. E nisto se resolve tanto o conforto como a elegância.
Vítor Damas era um guarda-redes extraordinário. Mas também um homem lindo, uma voz cava extraordinária (o Clint também, mas este é-me uma paixão adulta, enquanto Damas foi desde a minha meninice). E ensinou quem quis, ou conseguiu, também isto. Claro que os blasés, enrodilhados na sua cagança burguesota, não apanham nada.
Há um problema nisto, mas que tem solução ainda que precária: por razões profissionais passei alguns anos a significar através do uso de gravata. Ora, para homens engordados como eu a papada desequilibra o arranjo do colarinho. Temos que ter camisas grandes para usar gravata, com esta necessária elegância e conforto. Mas elas depois ondulam no corpo, pois excessivas. E é para isso que servem os casacos, a tal solução precária, para taparem o excesso de camisa.
Dito isto, ensinado isto (até porque não durarei para sempre), remato: mais vale um engravatado do que um “lusófono”. E muito mais do que um blasé (pior se lido) …

#JeSuisBruno!

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(Postal para o És a Nossa Fé)

Acho que te passaste. Cobarde, atemorizei-me ao assim te ver. Implacáveis, as malvadas bruxas Razoabilidade e Pertinência assombraram-me, estremeceram-me, fizeram-me teclar o abandonar-te, o trair-te. Choro-me agora, ao ver-te tão menos rodeado aí no mato do qual te recusas a fugir – onde até, pérfidos cruéis, te fotografam no desabrigo da dor. E eu aqui no bem-bom da fogueira dos razoáveis, a galinha a crepitar no fogo, no odor dos caldos de legumes, no calor da massa cozida. Este malvado alpendre do conforto, ao qual já chegam, noite fora, vindos de outras aldeias, todos estes nobres, os notáveis, os doutores, sorriso armado, agora a cumprimentarem-nos, quais connosco solidários, como se não nos quisessem esquecer logo que o puderem. Acho que te passaste. Cobarde, atemorizei-me ao assim te ver. Temi essa tua húbris que, mero homem velho, já não tenho, nem nunca tive, e é essa a triste verdade, quando jovem. Esqueci o quão glorioso é este toque da loucura pública, arrebatador de futuros. Refugiei-me nisso de que tu amas o só Sporting enquanto eu me dedico à idolatria da mais Pátria. E nisso emouqueci às verdades que tonitruas. Que para ambos servem. Revejo em volta, todas estas fogueiras já cheias destes tais nobres aportados, melífluos, os notáveis, esses do clã “patrocinadores”, os da nação “investidores”, e mesmo os “responsáveis” das linhagens, e até mesmo, pois já chegados, esbaforidos, acudindo aos previstos concílios, os estrangeiros “empresários”. Deixo para outrem o prato da massa, levanto-me, roubo um frasco de hidromel e bebo-o, só eu. Renasço-me. Finjo isso. E ganho a coragem para te pedir que me deixes regressar. Deixa-me estar contigo, permite-o. Um braço velho, um escudo fraco, um mero teclado a fingir-se machado. Somos menos à tua volta do que os que já fomos, dos que éramos há dias, talvez muitos menos. Pois tantos terão partido, alguns errando sós, à espera de um Algo, até de um alguém. Outros já acantonados, agora com menos paixão, é certo, na miragem de outras esperanças de troféus prometidos, saques de glória e contentamento. Sei, porque estou agora nessas outras fogueiras, que já abundam esses grupos, seus capazes e sequazes. Mas deixa-me, ainda que assim, estar contigo, voltar a ulular #JeSuisBruno!. Desconfio que vamos perder isto, quase o sei de certeza garantida. Mas esta nossa derrota é a única coisa que me resta. E se eu me acobardar outra vez, velho com sonhos de respeitabilidade que vou, manda passar-me o(s restos do) jarro de hidromel. E a nossa vitória será gloriosa. Ou, mais ainda, sê-lo-á a estrondosa derrota.

Ao balcão da roulotte

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Bruno já caiu, apenas ele não o terá percebido, porventura nisso acompanhado de alguns poucos dos seus indefectíveis. Já aqui se disse, e muito bem, que fez “tilt” (Marta Soares, mais institucional, diz que ele não está bem). É a minha convicção, sincera, e sem ponta de ironia e muito menos de sarcasmo. Desejo, com toda a sinceridade, o restabelecimento emocional do grande sportinguista Bruno de Carvalho.

Também aqui no blog se alude ao “que fazer?”. Muito bem. Sem sebastianismos está na hora de procurar alternativas (inexistentes nas últimas eleições). Convirá nisso não fazer “tábua rasa” deste brunismo, há coisas com as quais ele cortou às quais o clube não pode regressar.

Neste triste final, com laivos de Suetónio e de Shakespeare, mas em versão de teatro amador, Bruno dispara em todas as direcções, agora em particular contra a massa sportinguista, a nossa “demos”, agora afinal meros energúmenos que nos divertimos nas roulottes, servis aos nossos apetites. É o destrambelho final. A seguir quererá gritar “que artista morre em mim”, imaginando-se jogador, decerto. Não o deixemos chegar a isso. Recordemos e sublinhemos, entre os nossos coiratos e múltiplas minis, aqui mesmo debaixo da Segunda Circular, o quanto ele fez pelo clube e, acima de tudo, as esperanças que nos proporcionou. E desejemos-lhe as maiores felicidades. Estando prontos para o acolher entre nós, nas bancadas, como figura grada. O devido a um ex-presidente que se deu ao clube.

O nosso colinho

 

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(Postal para o És a Nossa Fé, em plena crise presidencial sportinguista).

Não vou repetir argumentações, próprias e generalizadas. O associado Bruno de Carvalho tem sido um bom presidente do clube. Nos últimos meses tem acumulado erros. Uma verve descontrolada, uma incompreensão dos efeitos da sua abordagem comunicacional. Um egocentrismo desmesurado, imune à auto-crítica, inimigo da lealdade daqueles, seus apoiantes, que lhe apontam os erros – este dístico, afixado em Alvalade há alguns meses, é disso exemplo. Mais do que tudo, o seu desnortear aparenta ser o efeito de traços de personalidade, sobredimensionados pelo seu sucesso no universo leonino, pelo seu sufragar nas últimas eleições.

Agora o total disparate, como tal percebido pelos sportinguistas. Tanto pela grande maioria, sua apoiante, como pela minoria, sua desapoiante. Entretanto, Bruno recuou. Talvez por reflexão própria, porventura por influência dos que lhes estão próximos. Que eu tenha percebido é a primeira vez que Bruno de Carvalho recua numa posição/decisão (publicamente) relevante, neste quinquénio que leva de presidência. Pode ter sido estratégico, um “deixar correr o  marfim” até considerar ter chegado o momento de uma estocada final que lhe permita cumprir o desígnio inicial. Quero duvidar disso, até porque adverso ao temperamento vulcânico que o associado presidente sempre tem demonstrado. Assim, quero crer que é este o primeiro momento em que Bruno realmente recuou. Ou seja, um momento inicial – no qual ele percebe, com “sangue, suor e lágrimas”, que, por mais razões que tenha vindo a ter, não é um iluminado perfeito, até divino. E, nisso, que possa aprender, como todos nós, com os erros cometidos. E que tenha a força psicológica para não quebrar ao perceber-se apenas humano. Que se perceba “errador” mas não errático, que não se afunde errante.

Cumpre-nos, aos sócios e aos adeptos, continuar assim. Apoiando o clube – neste caso, muito em particular, aos jogadores de futebol sénior, capitaneados pelo verdadeiro símbolo sportinguista que é Rui Patrício, “rotativo” como todos os mortais homens o são, “perene” no panteão clubístico. E criticando aquele que foi eleito presidente. Para que ele aprenda com as críticas. Aprenda o fundamental isto: “escolhe as guerras, conquista a glória”. E, foda-se, “larga o facebook”.

Hoje, todos a Alvalade. Para apoiar o clube. Pois o nosso colinho somos nós.

A quem (aqui) se possa interessar

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(Postal para o És a Nossa Fé, 28.3.2018)

Tenho aqui escrito alguns postais onde expresso o meu apoio (crítico, é certo, mas declarado) ao presidente Bruno de Carvalho. Os quais são sequência de outros postais que fui colocando noutros blogs pessoais onde fui escrevendo. Em particular desde a visita de Bruno, então candidato, a Maputo, onde eu residia. Durante a qual assisti a uma “sessão de campanha” que me cativou. Desde então tenho considerado que as críticas que lhe são feitas originam-se no facto de ter afrontado interesses instalados, no clube e fora dele. E também na inconsciente filiação de muitos a um entendimento vetusto do que é o discurso do poder e do que devem ser as formas de relacionamento da presidência com os associados e a massa adepta.

Dito isto, estou aqui para dizer que com estas declarações dirigidas ao presidente do Braga – ainda para mais em vésperas de uma deslocação àquela cidade, para um jogo importantíssimo, e com toda a certeza acicatando o ambiente e sobre-pressionando a equipa – me enfastiei com o nosso presidente. De uma vez por todas. Ou ele está desnorteado, e precisará de apoio e solidariedade, de quem lhe possa servir de bússola (ou GPS). Ou ele está-se nas tintas para o norte, e precisa de quem o ature nessa condição, vagueando qual vagabundo. Em nenhum dos casos me parece cumprir as condições óptimas para presidir ao clube. É uma pena. Isso dos traços (ou rumos) da personalidade lhe estarem a vetar o belo destino a que parecia votado.

Jorge Jesus para o futuro?

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(Postal para o És a Nossa Fé)

Há exactamente um ano o Pedro Correia colocou aqui um rescaldo muito positivo sobre a actual presidência, com o qual concordo e que considero ainda actual. O clube está muito melhor, tal como melhor está o futebol sénior, a sua actividade central. Para isso concorreu, também, uma acertada política de contratação de treinadores. Jardim é uma unanimidade, até nacional, e só se pode lamentar que tenha decidido, muito legitimamente, seguir a sua carreira no estrangeiro. Silva é um bom treinador, ainda que não tenha encontrado o registo adequado à concertação com o clube. E Jesus é um bom treinador, por mais críticas que surjam, como é natural face aos treinadores dos grandes clubes, principalmente quando não são campeões (e mesmo quando o são). E sendo notório que os adversários de Bruno de Carvalho (uma minoria muito activa, o que é saudável para o clube, pois “o que é preciso é que se fale, mesmo que seja … bem”) insistem em dizê-lo totalmente inadequado, forma de atacarem a presidência, a qual, e com denodo e competência, sempre se colocou totalmente ao lado do treinador. Há quem isso critique, dizendo que Bruno de Carvalho assim se deixou aprisionar pela figura do treinador. Não. Essa foi a melhor forma, assim óptima, de o apoiar e de em seu torno congregar o afã sportinguista.

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Gelson

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(Postal colocado ontem no És a Nossa Fé)

Fico francamente estupefacto face à onda de simpatia, qual compreensão, para com o acto do Gelson Martins ontem em Alvalade. Por duas razões. A primeira, mais rasteira, isto da bola e dos hipotéticos triunfos: o jogador já tem 22 anos, cumpre a terceira época na equipa principal, na qual decerto que sabe ser figura fundamental, é internacional A, e é um profissional bastante bem pago, ainda que possa aspirar a novos e “arábicos” contratos, desses que animam a cena futebolística actual. Ou seja, é já experiente e exige-se-lhe responsabilidade. Presume-se ainda que tenha alguma compreensão do que o que o rodeia e espera: diz-se que Garrincha quando se sagrou campeão do mundo no Suécia-58 não sabia que o campeonato tinha acabado, denotando a bruma (genial, mas obscura) em que dirimia o seu inesquecível talento. Mas espero que Gelson, para seu bem, extra-futebol até, não seja epígono dessa abstracção existencial. E que assim saiba, pelo menos, o “jogo” que a vida lhe prepara, o “calendário” que aí vem. Pelo menos o a curto prazo, que, de facto, é o máximo que podemos antever com alguma razoabilidade. Em suma, que soubesse que a próxima jornada é fundamental para as aspirações do clube que o formou, acarinhou e lhe paga. Fazer-se expulso, isentar-se desse compromisso, é totalmente inaceitável. Mimar um jogador querido, “da casa”, competente, ainda para mais jongleur, assim alegria do povo? Sim, com toda a certeza. Mas aceitar isto que aconteceu, “compreendê-lo”, é estragá-lo com mimos. Gelson está em dívida.

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Não se lhes pode tocar

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(Alain Woodrow, Informação, Manipulação. D. Quixote, 1991. Tradução, Notas e Adaptação de José Manuel Barata-Feyo).

Mais de dois milénios de hermenêutica bíblica não podem deixar que gente formada no contexto da cristandade se possa surpreender com as contradições, polémicas e até guerras, provenientes das diferenças nas interpretações dos textos. A diversidade dos contextos históricos, culturais e simbólicos, linguísticos, de erudição e de sageza dos leitores, e dos seus objectivos, a isso conduzem. Mas, caramba, quando os textos são transcrições de gravações de discursos orais, produzidos no mesmo contexto sociocultural, linguístico e geográfico, e numa radical contemporaneidade (ontem, anteontem), as muito diferenciadas interpretações têm um aspecto assim um bocadinho para o … interesseiro. Ou, vá lá, sejam apenas fruto da pressa. Pois lemos e vemos num ápice, a reacção epidérmica é forma dominante de reflectir (friso que também falo por mim) e todos temos urgência em opinar – escrevendo, “partilhando” (nesta era de FB-Twitter), falando. Pois, como terá dito Descartes, “partilho, logo existo”.

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