A estátua

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Esta gente daqui fez agora ao Brel o que nós tínhamos feito ao Pessoa. Parece que foi a pedido dos … comerciantes lá da rua. Está bem, o que é que se há-de fazer?

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Algumas das canções da minha vida

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(Postal no Delito de Opinião)

O Pedro Correia elencou algumas canções da sua vida, na sequência da bela série que vem colocando no Delito de Opinião. E desafia-nos a colocar (algumas d)as nossas. No seu sumário ele meteu 12. Eu, acorrendo a responder, selecciono de rajada as que me são mais óbvias. Obrigo-me a ficar por estas 18. Não é a lista das “melhores canções”, é um rol de canções que me fizeram. E à minha vida. E espero que a minha filha Carolina se saiba reconhecer aqui. Tal como à sua mãe. E que algumas outras pessoas, se por cá passarem, também possam reconhecer-nos.

 

O Festival da Canção

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A meio da tarde sou surpreendido pela fome. Resolvo-me diante da TV, frugal e rápido. Como tal em modo zapping, hoje em desuso dada a possibilidade de gravação. Na RTP Memória passa o Festival da Canção 1982, apanho a votação final que veio a celebrizar as Doce. Delicioso: o amadorismo daquilo tudo, a votação feita por distritos qual eleições legislativas, os telefonemas dos júris “está? o júri reunido no salão nobre da bela cidade de …”, os enganos no quadro eléctrico da votação, as inacreditáveis vestes da apresentadora e dos concorrentes, os penteados (o mundo da laca, das permanentes, dos cabelos dragónicos), o ar enfastiadíssimo da assistência, a cerimónia de entrega dos prémios, que seria patética se não fosse pateta, a roupa do Tó-Zé Brito.

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Zena Bacar

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Morreu a voz canónica do norte de Moçambique, a diva da Ilha se se quiser, ainda que nunca assim dita, pois muito mais a diva vinda da Ilha, a sempre voz dos Eyuphuro.  É assim um muito, enorme, do norte de Moçambique que enrouquece. Últimos tempos de vida difíceis, lia-se na imprensa. Escassez de registos musicais, o que ainda mais se nota nos raros filmes disponíveis na internet. Textos quase nenhuns. Fica a voz e o estar. Que foram enormes.


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A “ficarmos sós”

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Claro, como muitos (todos?) estou aqui a ouvir “Tudo dos Xutos” – desde as “Homem do Leme”, “Remar, Remar”, “1º de Agosto”, “Circo de Feras” que são as que tenho mais incrustadas, os Xutos a falarem / rockarem o que me ia no X. Mas agora mesmo chego a isto, uma cena que não conhecia. Nem imaginava. Uma delícia, aka, uma g’anda malha. E, raisparta, o “(mais)velho” a aguentar-se no meio daquilo, e de que maneira. O lixado é que “ficamos sós” … mesmo.