Expresso por encomenda

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Aqui longe, hoje, sábado à tarde, vejo as notícias portuguesas. Ecos de uma entrevista de Bruno de Carvalho ao Expresso. “Outra vez?”, resmungo, “ainda?”, “a que propósito?”, indago. O homem vitimiza-se, como sempre: que foi indexado como terrorista, que foi prejudicado e traído por todos os que o rodearam, que não tem emprego, que muito sofreu com uma doença da filha, algo que tudo explica da sua deriva aquando presidente do Sporting. E ameaça, voltar a candidatar-se e ser eleito, processar o Estado, etc.

“Porquê?” repito, não haverá mais assuntos para o Expresso explorar, em Portugal e no mundo, do que voltar à “vaca-fria”, à enésima entrevista com o ex-presidente do Sporting, que encheu horas de ecrã e rios de papel há um ano?

Sigo na procura das notícias. Passado um pouco vejo no És a Nossa Fé, que o Pedro Correia coordena, que hoje há uma assembleia geral do Sporting, para aprovação do orçamento, para reiterar confiança na actual direcção do clube. E, no mesmo dia, o “institucional” Expresso faz uma entrevista “higiénica”, auto-vitimizadora, ao antigo presidente (e que personagem) do Sporting. Assim como se não fosse nada … Não ao presidente do clube, não aos seus oponentes eleitorais (Benedito, por exemplo, candidato que perdeu por muito pouco), não a membros da direcção – o que poderia ser entendido como inserido no debate interno ao clube. Mas ao antigo presidente, com o historial todo, com um processo inédito de deposição e de expulsão do clube.

Isto é uma encomenda. Paga. É óbvio.

É o Expresso. O que resta? Ou o que sempre foi. Pouco importa. É o Expresso.

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