varandas

(Varandas a caminho da Holanda, em busca de um treinador)

(Postal para o És a Nossa Fé)

Nunca tive nem tenho grandes esperanças em Varandas. Sem rodeios, dele tenho a ideia de que é um pateta emproado. Será um excelente médico, não ponho sequer em dúvida, mas para tocar rabecão não lhe detecto talento. As suas repetidas e estuporadas declarações sob retórica militarista – conhecidos bloguistas aventaram-me que isso lhe fora proposto pela empresa de publicidade (a qual ficou agora a fazer o jornal do clube, qu’isto uma mão lava a outra, e as duas lavam as partes pudendas) que lhe enquadrou a candidatura – arrepiaram-me, pelo vácuo intelectual que anunciavam (e escrevi-o aqui). A esperança que tenho é que este meu cenho franzido se venha a provar descabido, e que o homem e a sua equipa venham a ter algum sucesso.

Dito isto, vamos ao Peseiro. O novo presidente teve tempo suficiente para se preparar para a substituição do treinador. Durante a campanha, no qual congregou a sua equipa. E/ ou depois de ser eleito. Há muito pouco tempo deu uma entrevista (presumo que sob instruções da tal empresa de publicidade que lhe enquadrou a candidatura, a qual ficou agora a fazer o jornal do clube, qu’isto uma mão lava a outra, e as duas lavam as partes pudendas) a desvalorizar o treinador. Agora demitiu-o, da noite para o dia. Peseiro não chega como treinador? Então substitua-se. Mas o que é que aconteceu, o que causou toda esta urgência? Perdeu com as reservas? Depois de ter feito o melhor jogo até agora, com a vitória por 3-0? Ok, está decidido. Peseiro não era o treinador do presidente, este quis mudar.

Mas  há algumas coisas que me surpreendem. Se Peseiro não servia porque o manteve, quando de facto nunca o encarou como alternativa viável? Podia tê-lo substituído antes, como factor do seu projecto presidencial. E se Peseiro se disponibilizara para sair sem custos (Sousa Cintra dixit), o seu progressivo destratamento pelo presidente provocou o pagamento ao desrespeitado técnico de uma grossa maquia contratualizada. Será verdade? Ou a boa-vontade do treinador é uma mentira de Cintra? Pois se é verdade conviria perguntar a cada um dos sportinguistas se não acha que este destratamento de Peseiro, tendo sido tão custoso ao clube (centenas de milhares de euros), não é um óbvio caso de gestão com os pés. Chama-se a isto administrar o dinheiro dos outros?

E, mais do que tudo, e isto torna-se evidente, é esta precipitação de despedir um treinador nas vésperas de um jogo, porque perdeu com as reservas e foi apupado pela bancada. E, apesar de ter tido todo o tempo para preparar a sua substituição, não conseguir desenrascar a coisa, anunciar o seu substituto, até ao dia do jogo seguinte.

Um conjunto de patetices. Ou seja, a primeira intervenção de fundo de Varandas está a ser muito fraca. Se isto continuar assim até segunda-feira deverá dizer-se lastimável. Se se passarem mais dias neste limbo já faltarão os adjectivos qualificativos. Se continuar neste registo irresponsável para a próxima Primavera-Verão lá haverá outra eleição no Sporting.

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