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O poder actual tem os seus agentes, botando na velha imprensa e, alguns poucos, no rossio das redes sociais. E tem muita gente adepta, que reproduz o estilo, qual cartilha, desses agentes (avençados alguns, apenas militantes outros). A cartilha é psicologista, atribui aos não concordantes defeitos morais (a inveja, o ressentimento) e a doença (o ressaibo, podridão). Qualquer coisa que se diga, menos atreita ao poder? Lá vem, a afirmação do défice moral, do mal físico. É, para quem se possa lembrar, a velha prática do comunismo. Adoptada, como quem não quer a coisa, por estes consumidores classe média, a clientela do Estado na acutalidade. Lembra isto:

Os profissionais e os amadores da psico-análise registram no carácter humano uma espontânea antipatia por tudo que o choca por sua diferença e sua superioridade, e um impulso de vontade destruidora dessas coisas chocantes – que só a educação social e o temor das sanções matam à nascença. Ficam as reticências, as interpretações malévolas e os juízos tendenciosos para contentar de modo ilusório essas vontades profundas e mal adormecidas como o afiar das unhas nos móveis e a simulação da mordedura nas mãos do dono iludem os gatos e os cães. Faça cada um seu exame de consciência, descendo à zona abissal, aonde não chega a dissimulação educativa com as suas coacções, tornadas em hábitos ou segunda natureza.”

(Fidelino de Figueiredo, “O anti-eslavismo e a filosofia da história”, Entre Dois Universos, Guimarães Editora, 1959, 113)

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