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De quando em vez vejo esta magnífica ilustração. Se há coisa em que sou progressista (crente no Iluminismo) é no assunto das tatuagens: tenho compreensão sociológica para com as velhas inscrições nos braços masculinos (“Amor de mãe, Guiné 1970-1973” ou similar) e pelos quadrados de pequenos cinco pontos nas costas da mão. Por toda a restante ralé tatuada tenho um profundo nojo – já demencial após 3 anos e tal de Lisboa oriental, na qual abundam trogloditas deste tipo. Em dias aprazíveis sonho com o seu extermínio. Nos mais aziagos planeio-o.

Mas esta ilustração, magnífica, repito-o, ainda me arranca um sorriso. Antevejo 2036, a ralé rugosa, cheia de papadas e pregas, os “desenhos” “identitários” descaídos, ainda mais imunda do que agora. Nós, “peles-lisas”, evitando-os. Com asco.

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