moz

(imagem colhida aqui)

Em finais de 2017 após 3 anos de ausência fui a Moçambique. Vi, nessa altura, um mapa da involução florestal moçambicana. E vejo agora este partilhado por várias pessoas no Facebook. Durante essa minha viagem todos por lá me perguntavam o que achava que tinha mudado nessa minha ausência. Para quê responder, diante daquela desgraça e da radical inconsciência dos cidadãos e residentes? Quando voltei a Portugal botei um postal sobre as mudanças – para quê falar?, elidi tudo, completamente desiludido. Ainda por cima porque quando um português fala do assunto logo vem a conversa de que somos colonos. Brancos. Que queremos imiscuir-nos, que temos inveja dos chineses, que esse sim fazem, dão, cooperam. A permissividade à rapina externa é gigantesca. E ao boçalismo interno também. Sem rebuço (sem burka, como adoram os multiculturalistas), a capacidade crítica no país é pequeníssima. A devastação ecológica é dramática. A hipoteca do futuro é abissal.

Olhe-se para a desgraça que acontece. A ecológica. E o que significa para o futuro do país. É uma dor de alma. Sim, a minha cor de pele é branca, sou cidadão português. Não sou “dono da terra”. Mas, raisparta, que “donos da terra”, coitada da terra. Da fauna, da flora. E do futuro de tudo aquilo.

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