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1. Fiz, e ainda faço, a minha França com Goscinny, filho de polacos. E depois com a Senhora Condessa de Ségur, russa, Feval, meio-bretão, Dumas, mulato neto de escrava, Verne, Louis de Funés, espanhol. A seguir, com meu pai, com Tati (também russo, italiano e holandês). Depois, já mais crescidote, com o retornado Camus, o universal Céline (que vos desnudou a todos), e a afinal belga Yourcenar. Depois, adulto, só lembro mesmo Bourdieu, Tardi e Aron, judeu. Podem pensar o que quiserem mas tenho um enorme desprezo pelos imundos racistas, vocês, e principalmente por aqueles que fizeram o liceu e até mais, que andam por aí a referir, brincar ou invectivar a “multiculturalidade” da equipa francesa. Sois uns ignorantes, provavelmente porque filhos de ignorantes. E sois uns vis racistas – seja qual for a vossa cor. Filhos de gente dessa. Pois só a cor da gente, a que chamais agora “cultura”, vos chama a atenção.

2. São também muitos, de várias cores, que invectivam o fruto do colonialismo e da globalização capitalista que é esta selecção francesa. São os mesmos que nos bombardeiam com a obrigatoriedade moral, histórica e política dos países europeus em abrir as fronteiras àqueles a que chamam refugiados (e invectivando quem lhes chama aquilo que são, na sua maioria, imigrantes). É uma gente falsária. Racista e falsária. E são “cool”, coleccionam laiques dos vilãos racistas

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