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(Postal para o És a Nossa Fé, em plena crise presidencial sportinguista).

Não vou repetir argumentações, próprias e generalizadas. O associado Bruno de Carvalho tem sido um bom presidente do clube. Nos últimos meses tem acumulado erros. Uma verve descontrolada, uma incompreensão dos efeitos da sua abordagem comunicacional. Um egocentrismo desmesurado, imune à auto-crítica, inimigo da lealdade daqueles, seus apoiantes, que lhe apontam os erros – este dístico, afixado em Alvalade há alguns meses, é disso exemplo. Mais do que tudo, o seu desnortear aparenta ser o efeito de traços de personalidade, sobredimensionados pelo seu sucesso no universo leonino, pelo seu sufragar nas últimas eleições.

Agora o total disparate, como tal percebido pelos sportinguistas. Tanto pela grande maioria, sua apoiante, como pela minoria, sua desapoiante. Entretanto, Bruno recuou. Talvez por reflexão própria, porventura por influência dos que lhes estão próximos. Que eu tenha percebido é a primeira vez que Bruno de Carvalho recua numa posição/decisão (publicamente) relevante, neste quinquénio que leva de presidência. Pode ter sido estratégico, um “deixar correr o  marfim” até considerar ter chegado o momento de uma estocada final que lhe permita cumprir o desígnio inicial. Quero duvidar disso, até porque adverso ao temperamento vulcânico que o associado presidente sempre tem demonstrado. Assim, quero crer que é este o primeiro momento em que Bruno realmente recuou. Ou seja, um momento inicial – no qual ele percebe, com “sangue, suor e lágrimas”, que, por mais razões que tenha vindo a ter, não é um iluminado perfeito, até divino. E, nisso, que possa aprender, como todos nós, com os erros cometidos. E que tenha a força psicológica para não quebrar ao perceber-se apenas humano. Que se perceba “errador” mas não errático, que não se afunde errante.

Cumpre-nos, aos sócios e aos adeptos, continuar assim. Apoiando o clube – neste caso, muito em particular, aos jogadores de futebol sénior, capitaneados pelo verdadeiro símbolo sportinguista que é Rui Patrício, “rotativo” como todos os mortais homens o são, “perene” no panteão clubístico. E criticando aquele que foi eleito presidente. Para que ele aprenda com as críticas. Aprenda o fundamental isto: “escolhe as guerras, conquista a glória”. E, foda-se, “larga o facebook”.

Hoje, todos a Alvalade. Para apoiar o clube. Pois o nosso colinho somos nós.

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