Um jogo mau, 50 e tal faltas, para além dos lançamentos laterais lentos e da muita gente a rolar no chão como se em imenso sofrimento. Qualquer Brighton-West Bromwich tem mais futebol do que isto. Claro que é bom aceder à final da taça (em tempos dita Lucílio Baptista, agora rebaptizada CTT) e espera-se que não aconteça como na primeira edição do prestigiado troféu, quando o Vitória de Setúbal triunfou na final com o Sporting.

Quanto ao jogo, uma nota geral para a restante época e ligeiros apontamentos. O Sporting entrou melhor, o primeiro quarto de jogo foi superior. Depois as equipas igualaram-se. Na segunda parte o Porto foi mais: mais pujante, mais atacante e com um futebol ofensivo mais estruturado, acutilante e perigoso. Entendendo este jogo como preâmbulo para os outros 3 “clássicos” (chamar “clássico” a um jogo tão feio é só por tradição), na Taça de Portugal e no campeonato, bem mais importantes, é um bocado descoroçoante. A ver se isto melhora nos próximos jogos.

Quanto aos ligeiros pormenores: as fitas que Fábio Coentrão faz em campo são inadmissíveis. Quando menos se esperar haverá um árbitro menos constrangido com este can-can dos “oficiais de comunicação” que lhe dará um “duplo amarelo”. E pode vir a fazer muito mal, nesse jogo. Espero que nesse dia não apareçam adeptos a louvar a patetice que é tomada por “atitude”. Grosso modo aos 13 e aos 60 e tal minutos William Carvalho perdeu duas bolas devido às piruetas em “souplesse”: o Sporting precisa de um trinco. O reforço que veio do Rio Ave, e que empurrou dois ou três jogadores para o banco e bancada, para além de fixar Bruno Fernandes no meio campo para “todo o sempre”, é um paradoxo. Lamento, mas é uma fixação, só isso, e daqui a pouco todos concordarão com  isso. Até o treinador … A partir de meio da segunda parte o Porto virou mesmo mais perigoso, com as constantes entradas sem oposição (o Marega, o Ricardo Pereira, o Aboubakar), quais “facas por manteiga” como se dizia em XX. Jesus mandou entrar Ruiz e Montero (Ruiz acabado de entrar não conseguia acompanhar Marega que andava a correr que se desunhava há mais de uma hora): nao dá mesmo para perceber. Aquele Brahimi chutou à barra no último penálti. Ganhámos. Reza a tradição que se diga “tudo está bem”. Mas cheira-me a esturro.

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