O Flávio

O massacre de Bir al-Abed

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O escabroso ataque à simbólica mesquita Rawda, em Bir al-Abed, com 300 mortos num templo, passa um bocado ao lado das nossas preocupações, por ser “demasiado” longínquo. Mas, mais uma vez como em tantos outros atentados na Ásia e em África, demonstra que o que se passa na actualidade é uma guerra interna ao islão (religiosa: contra modos de ser islâmico; política: contra formas “moderadas” [atenção às aspas] de articular teologia com sociedade). E, também, subsidiariamente, contra os incréus, exógenos. Ou seja, por um lado não se reduz a uma guerra do Islão contra a Cristandade (ou o Ocidente), uma “Crescentada”, como gritam os radicais pró-fascizantes por cá; e por outro lado não é mero fruto da malevolência ocidental (aka, “os americanos”) e da falta de uma política de “integração” social europeia, como s’indignam os bloquistas melenchonistas.

Isto está escrito e reescrito por quem percebe da história do assunto e do presente do assunto. Mas como estes radicalismos, tanto os da dita “direita” como os da dita “esquerda”, sempre vivem da ileitura dos seus tontos apoiantes talvez estas monumentais desgraças possam servir para que alguns deles (poucos, que a maioria é mesmo burra) abram os olhos e percebam algo do mundo em que vivem.

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