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Volto ao “Ponta Gea”, o recente livro de João Paulo Borges Coelho. Fartei-me de o recomendar – na minha conta na Academia.edu (o texto está aqui), no blog, na goodreads, no facebook, boca-a-boca, blog, entre-uísques, twitter, na via das 2M, email, acho-o belíssimo. Acontece que tanto em comentário no blog como em mensagens privadas sou informado que o livro está inexistente nas livrarias portuguesas – dito “esgotado”, até nas pesquisas na internet (que só os leitores mais sequiosos fazem), quanto mais nas estantes das livrarias (escaparates já nem digo, que o homem é pouco “exótico” para ser afixado). Ou seja, o “Ponta Gea” – que comprei na Bertrand dos Olivais, pela nada módica quantia de 20 euros – está “desaparecido em acção”. Eu a aborrecer as pessoas com a minha “sugestão” e para nada. Peço desculpa pelo incómodo.

Entretanto, se alguém tiver tempo e paciência, poder-me-á explicar que raio de estratégia de comercialização de livros é esta a da Editorial Caminho? A deixar desaparecer um livro destes, que publicou há tão pouco tempo?

Adenda:

Já referi o que entendo ser o assassinato deste livro por parte da sua editora, a Caminho. O livro foi apresentado num congresso sobre o seu autor em Julho e julgo que colocado à venda em Portugal em Setembro. Como muito dele gostei divulguei-o através de várias redes sociais. Recebi várias questões sobre onde seria possível adquiri-lo, dado que inexistente nas livrarias. E porque nem sequer aparece nas pesquisas na internet (o que só uma escassa minoria dos leitores faz). Em Setembro consegui encontrar um exemplar numa Bertrand (cerca de 20 euros). Agora o meu FB-amigo Luís Serpa avisa que o comprou, em primeira mão, na Voz do Operário, por 3,5 euros. Ou seja, já está transformado em mono.

Esta forma pateta e incompetente da editora tratar o livro terá várias explicações. O editor já me disse que o “João Paulo Borges Coelho não vende” – talvez não venda muito, mas assim não vende mesmo. Eu tenho outra explicação, que talvez seja uma teoria da conspiração. Mas considero que é propositado: à ampla estratégia comercial da Caminho (Leya) nunca conveio (e cada vez convém menos) que o JPBC seja um autor mais lido e reconhecido. Só não vê quem não … lê. Penso-o há mais de uma década. E não vale a pena dizer mais nada.

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