pratt

Na semana que passou num belo mural de FB discutiu-se o escravismo a propósito de um artigo publicado na imprensa portuguesa. Há sempre os tipos da sacristia que aparecem nestas alturas mas, para além deles, houve uma boa troca de opiniões. Um queridíssimo amigo meu, historiador, lá deixou uma veemente invectiva aos “traficantes que romperam com a dimensão ética de reconhecer o outro.”. Nestas coisas dá-me sempre a sensação que as pessoas acreditam realmente que houve uma qualquer “idade de ouro ética” que foi rompida por uma qualquer malevolência. E que essa(s) qualquer(quaisquer) malevolência(s) é(são) agora convocada(s) segundo o poder que os descendentes dos seus agentes aparentam ter hoje (“aparentam” a negrito, bold em português actual). 

A abrangência de uma “dimensão ética de reconhecer o outro” (ou a “alteridade” para falar mais fino) é uma coisa muito recente (moderna, contemporânea, escolham). A história e a História estão condensadas nesta magnífica prancha do Pratt. E quem não percebe isso está na idade do Spirou, é um verdadeiro Marsupilami.

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